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Home » Poesias Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018







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Vazio
por: Lourivaldo Delfino

O vazio é sentimento, que esta sempre cheio,
De nada, coisa alguma, um bolo sem recheio,
Cadê, onde esta? A vida sem um meio,
Viver é bonito, viva sem receio.

Bandido, honesto, o bem e o mal,
Um honesto bandido pode ser real,
Mas bandido honesto, não é nada legal,
Bandido ou honesto, ser humano é racional.

Quero morrer, mas prefiro a vida,
Consciência machucou, virou uma ferida,
Não tem aparência, é invisível e corroída,
Sensação de moedor, de carne moída.

É feio, horrível, perde até a cor,
Fica preto, fica cinza, o escuro é seu teor,
Um grito, um uivo, fantasia de horror,
O pânico invadiu o meu interior.

O ser consciente, não sabe o que fazer,
Nunca viu nada igual até perceber,
Que cruel é o mundo, vai embora o prazer,
O suporte, o apoio, como vai sobreviver.

Do lado, em cima, ou mesmo na frente,
Tem sempre alguém, aparece sempre gente,
Ajuda, participa, torna coerente,
Às vezes essa pessoa ajuda sua mente.

Olha a ironia que a vida oferece,
O tempo não para, até restabelece,
O horror um dia acaba, mesmo sem prece,
A vida continua, sai da frente e não se aprece.

A fila não para, tem rotatividade,
Qual a sua escolha, a mentira ou a verdade?
Já vivemos da mentira com pura crueldade,
Pegar ou largar ressuscite sua vontade.

Porque, para que, a existência em questão,
O certo o errado, o sim e o não,
Funciona, não funciona, a evolução,
Nascer, crescer existe uma razão.

Isso tudo acontece e deve ter um nome,
Cadeia alimentar quem deve passar fome?
Morrer, sobreviver aparece ou some,
Quem que é comido, quem é que come?